quinta-feira, 15 de maio de 2014

LOUCURAS

As vezes não sei o que escrevo
nas folhas do meu caderno,
mas todas elas traduzem
meus tormentos,meu inferno!

Meu interior é trancado,
sem chaves que o possam abrir...
vivo atolado no medo,
na angústia do porvir!

Os sonhos que tenho a noite
quando consigo dormir,
são pesadelos torturantes... 
Já desperto a me afligir!

Como será ser feliz?
fico a me perguntar...
e não achando respostas
sigo comigo a cismar.

Se a vida é tão passageira,
por que viver é preciso?
pra que buscar o que não tenho,
se já tenho o que preciso?

Dizem que sou meio louco,
que vivo a esmo,sem rumo...
mas só eu sei dos meus males,
do desalento que sinto, em derrubar os meus muros!

São barreiras erigidas
há muito tempo passado...
é preciso muita força
pra caminhar passo a passo,

Até alcançar as profundezas
do inconsciente adormecido,
e curar cicatrizes,mesmo mortas,
porém,jamais esquecidas! 

O louco não tem sentido,
não tem nexo nem razão,
vive somente por viver
não leva em conta o coração...

Os muros que me cerceiam
podem ser imaginários.
Mas,tudo o que eles escondem,
está escrito em meu diário!

Gravados a ferro e fogo
na alma,nessa loucura
que me arrebata e me leva
pras garras da desventura,

No turbilhão dos pensamentos,
embaçados da visão
desgraçados dos sentidos                                        
do meu louco coração!

Selma Coqueiro                 15/05/2014


sexta-feira, 2 de maio de 2014

VIAGEM

Voei pra longe de mim...
em  busca do tempo perdido,
do amor mal resolvido,
da vida que tive contigo
que tanto mal me causou...
Da dor sofrida em silêncio,
da mágoa mal disfarçada
que tanto me embaraçou!
Do desprezo que me deste,
das noites tão maldormidas...
quando estava ao teu lado,
como se estivesse só!
Perdido no mar distante,
sufocado em ânsia amarga
de tanto te procurar...
e tu,como se não escutasse
o que eu dizia em silêncio
com meus olhos nos teus olhos...
suspirando em teus ouvidos,
afagando teu pescoço,
no mais completo alvoroço...
e tu não correspondias!
na mais pura mansidão,                                                
no  mais total abandono,
virava as costas e dormias!
Como se  não existissem
braços vazios ao teu lado,
em inteira devoção
consumido de paixão,
implorando ser amado,
implorando teu desejo,
tua boca e teus beijos,
tua alma e coração!

Selma Coqueiro            02/05/2014

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